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Sobremesa Saudável


Receita rica em antioxidantes e gorduras boas. Indicada para quem deseja perder peso,
controlar compulsão alimentar, melhor seu perfil lipídico. Ótima pedida para sobremesas ou
antes de dormir.



Ingredientes:

1 col sopa de abacate

1 col sobremesa de cacau em pó

Leite desnatado suficiente para dar a consistência (cerca de 1 col sopa)

Adoçante sucralose ou stévia, se necessário

Preparo: Amasse o abacate com o cacau e o adoçante. Pingue um pouco do leite e amasse
mais um pouco. A mistura deve ficar bem cremosa, por isso coloque o leite aos poucos. Leve à geladeira se desejar um creme mais firme e geladinho, ou sirva a seguir.

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Heloiza Muniz – Nutricionista CRN3 30096

E-mail: heloizanutri@yahoo.com.br

Facebook: Heloiza Muniz Nutricionista
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Estética Nutrição


Por Juliana Gonçalves - Nutricionista CRN 7856
Mestre e Doutoranda em Ciências da Saúde: Cardiologia - IC/FUC (RS)
Especialização em Nutrição Clínica - CBES  (RS)
Especialização em Fitoterapia - Universidade de Léon (Espanha)



O colágeno é a proteína mais abundante do tecido conjutivo, sendo encontrada em várias partes da estrutura biológica animal, como por exemplo, na pele, nos ossos, nos tendões e nos dentes. Sua principal característica é a formação de fibras insoluvéis com alta força elástica, com capacidade de hidratação e reabsorção e baixa antigenicidade.  As fibras de colágeno começam a aparecer durante o desenvolvimento embrionário no processo inicial de diferenciação  dos tecidos. Mais tarde, torna-se, responsável pela integridade dos tecidos, dos ossos, cartilagens, pele e estrutura dos vasos sanguíneos  e outros órgãos, correspondendo à cerca de 30% das proteínas totais e a 6% em peso do corpo humano. Com grande resistência à tração, a principal função do colágeno é acomodar e modular as forças mecânicas externas e internas que são exercidas no organismo.
O colágeno exerce papéis fundamentais em nosso organismo, ele representa aproximadamente de 25%  a 30% de toda proteína presente no corpo humano e tem como função dar sustentação às células, mantendo-as unidas e firmes. Além disso, é o principal componente proteico de órgãos como a pele, ossos, cartilagens,  ligamentos e tendões. Como desempenha funções essenciais, o nutriente é naturalmente produzido pelo nosso corpo, desde que nascemos.
Com o passar dos anos, a produção de colágeno vai ficando reduzida, até chegar a níveis bastante preocupantes. Pesquisas mostram que, por volta dos 25 anos, o organismo começa a diminuir a produção de colágeno em contraposição à necessidade constante dessa importante molécula no processo de rejuvenescimento e reparação celular, o corpo sofre uma perda de por volta de 1% ao ano. Aos 50 anos, o corpo só produz em média 35% do colágeno necessário. Supõe-se que esta seja uma das principais causas do envelhecimento. Com a diminuição do colágeno, os músculos ficam flácidos, diminui a densidade dos ossos, as articulações e ligamentos perdem a elasticidade e a força, a cartilagem que envolve as articulações fica frágil e porosa. Os cabelos perdem o viço, pois diminui a espessura do fio capilar. A pele fica mais fraca, desidratada e sem elasticidade, culminando em flacidez e no aparecimento de estrias; o ganho de reserva lipídica é mais acentuado. Repomos o colágeno em nosso organismo por meio da alimentação. Entretanto, para adquirirmos a quantidade ideal que nosso organismo necessita, por meio da alimentação convencional é impossível. O colágeno é um alimento puro e é composto por cerca de 84-90% de proteínas, 2% de sais minerais e água,  é, também, livre de carboidratos e gorduras, assim como de colesterol ou purinas.
 A síntese do colágeno é fortemente estimulada pela vitamina C, porém os mecanismos de ação do ácido ascórbico nessa síntese ainda são desconhecidos. Sendo que os serem humanos são incapazes de sintetizar essa vitamina, a dose diária recomendada varia, de 60 a 100 mg por dia, considerando-se que para tabagistas essa dose é aumentada.  Estudos realizados em cobaias mostraram que em casos de deficiência da vitamina C, a pele é o órgão que mais sofre com essa privação, resultado de uma defesa do organismo, no intuito de poupar órgãos vitais.
Portanto uma adequada alimentação é fundamental para a manutenção do organismo, e cuidados estéticos associados são indicadores de uma pele saudável.

Referências
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9.       Veit G, Kobbe B, Keene DR, Paulsson M, Koch M, Wagener R. Collagen XXVIII, a novel von Willebrand factor A domain-containing protein with many imperfections in the collagenous domain. J. Biol. Chem 2006; 281: 3494–3504.

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13.   Pinnell SR, Yang H, Omar M, et al. Topical L-ascorbic acid: percutaneous absorption studies. Dermatol Surg. 2001; 27(2): 137-42.

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Depoimento da Colunista do 
Estado de São Paulo.

"Estou muito feliz com minha participação no blog Dicas de Nutrição. 
Tenho a liberdade de escrever sobre os assuntos que tenho mais interesse e habilidade. Além disso, a Equipe do Blog sempre nos envia sugestões de tema, pedidos pelos leitores do blog, o que é muito importante, pois posso nortear minhas matérias e ter uma ideia do que o leitor deseja saber. 
O Blog é muito acessado. Minhas matérias são compartilhadas pelas redes sociais tanto pelos próprios leitores, quanto pela Equipe do Blog. Inclusive, já recebi leitores em meu consultório, que agendaram uma consulta após ler uma matéria minha no Blog. Enfim, agradeço pela oportunidade e espero continuar contribuindo por muito tempo."

Heloiza Muniz 
Nutricionista Clínica Esportiva e Personal Diet
E-mail: heloizanutri@yahoo.com.br Facebook: Heloiza Muniz Nutricionista







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Reeducação Alimentar antes da Cirurgia Bariátrica



por Dra. Eloísa Gabriela Penteado

Nutricionista em Ariquemes-RO



Antes da realização da cirurgia bariátrica (redução de estômago) é necessário
o paciente seja avaliado por uma equipe multidisciplinar, composta por cirurgião,
endócrino, psiquiatra, psicólogo e nutricionista, sendo preparado para o ato da
cirurgia e principalmente para a adaptação pós cirúrgica.
O papel do nutricionista nesta equipe é de assegurar que o paciente esteja
preparo para as mudanças alimentares e de estilo de vida. É realizada uma
avaliação prévia, para a elaboração do plano alimentar individualizado e adequado à
realidade e necessidade de cada paciente.
O plano alimentar de pré cirurgia bariátrica tem a função de:
Auxiliar na perda de peso pré operatória – Esta perda de peso é
necessária, pois, favorece a diminuição das complicações pós operatórias e tempo
de hospitalização, além de estabilizar a pressão arterial. Esta perda de peso é em
média de 10 % do peso em excesso.
Corrigir as necessidades e carências nutricionais – A grande
maioria dos pacientes obesos apresentam deficiências nutricionais ou necessitam
de correção da alimentação para a melhora saúde. Quando realizada estas
correções antes mesmo da cirurgia, garante-se o não aparecimento de anemia
e/ou desnutrição, disfunções comuns no pós cirúrgico quando não tratados
antecipadamente.
Modificar os hábitos e vícios alimentares – Mudança de hábitos
alimentares não ocorrem de um dia para o outro, necessita-se de dedicação,
disciplina, mudança de pensamentos e consciência corporal. Foca-se na correção
dos erros alimentares mais comuns, como: qualidade da alimentação; redução
do volume de alimentos nas refeições; aumento do número das refeições diárias;
mastigação; ingestão de líquidos e bebida alcoólica; costume de beliscar; tabagismo,
entre outros. Estes maus hábitos devem ser eliminados antes mesmo da realização
da cirurgia, para que não sejam agravantes da recuperação pós cirúrgica e
favoreçam o reganho de peso.
Favorecer uma adaptação à alimentação pós-cirúrgica – A perda de
peso pós cirúrgica será gradativa e poderá ocorrer até 2 anos depois da realização
do procedimento cirurgico. Neste período o ideal é que ocorra a maior perda de
peso possível e de alta qualidade, neste caso, referindo-se a uma grande diminuição
de massa gorda, que deve ser de no mínimo 75% do seu valor total de gordura
corporal.

A reeducação alimentar deve sempre ser associada à atividade física, pois
ela acelera o processo de perda de peso, favorece a maior diminuição de gordura
corporal além do fortalecimento da musculatura.

A reeducação alimentar é um fator imprescindível para o paciente que realizada
a cirurgia bariátrica, tanto para a perda de peso com qualidade assim como a sua
manutenção para o resto da vida.
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Colágeno ajuda a melhorar pele?

por Dra. Fabiana Neumann - Nutricionista RS

O colágeno é uma proteína presente nos tecidos do corpo, principalmente, na pele, nos ossos, nos tendões e nos dentes. Sua principal característica é a formação de fibras insolúveis com alta força elástica, com capacidade de hidratação e reabsorção e baixa antigenicidade. O colágeno representa de 25 a 30% de toda proteína do organismo humano. Sua função é estrutural. É o colágeno que da sustentação às células, mantendo-as unidas. Essa proteína é produzida normalmente no nosso organismo desde que nascemos, porém a partir dos 30 anos há uma diminuição na produção deste colágeno o que pode levar a diminuição da elasticidade da pele, rugas e maior fragilidade óssea. Essa menor produção de colágeno também é associada ao enfraquecimento de cabelos e unhas e ao aparecimento de estrias. O colágeno combate à flacidez, rugas e fragilidade óssea; enrijece os tecidos da pele; colabora no aumento da tonicidade dos músculos; previne o surgimento das estrias e celulite; fortalece as unhas e melhora o aspecto dos cabelos e auxilia como coadjuvantes em dietas de emagrecimento. O colágeno é reposto em nosso organismo por meio da alimentação equilibrada. Além de proteínas para a formação do colágeno são necessários nutrientes como vitamina C, zinco, cobre, manganês e silício. Então, devemos incluir no cardápio os cereais integrais, as leguminosas, oleaginosas além de frutas, verduras e legumes - de preferência orgânicos. As principais fontes alimentares que estimulam e são necessárias para a produção de colágeno são: carnes (vermelha, aves e peixes), proteínas em geral, frutas cítricas (laranja, morango, kiwi, limão, acerola e abacaxi), selênio (castanhas, nozes), zinco (avelã, amêndoa, castanhas, carnes) e vitamina E (azeite de oliva extra virgem e peixes). Engana-se quem pensa que a gelatina é a principal fonte de proteínas e colágeno!!! Somente uma dieta equilibrada às vezes não é capaz de fornecer a quantidade de colágeno que nosso organismo necessita. A partir dos 30 anos, recomenda-se a suplementação. Alguns estudo afirmam que o uso diário de colágeno hidrolisado estimula a produção do colágeno natural que perdemos com o passar do tempo. Desta forma, especialistas garantem que a reposição de colágeno através de uma suplementação alimentícia, é a melhor alternativa para a manutenção da estética e beleza, e auxílio nos tratamentos de osteoartrites. Diferente dos produtos encapsulados, que só possuem de 500 a 1000mg de colágeno por dose - quantidades insignificantes que sequer são absorvidas pelo organismo – existe Colágeno que oferece de 9 a 18 vezes mais colágeno por porção, ou seja, 9000mg (9g) que é a quantidade ideal para o melhor tratamento de saúde e beleza. Ainda outros colágenos em pó, só possuem metade da quantidade ideal de colágeno por dose - cerca de 2 a 4g - além de não terem a adição das vitaminas A, C, E e o Zinco, tornando-os assim produtos severamente inferiores, e muito mais caros em uma relação custo x benefício. Fica a dica! Abraço da nutri.

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Benefícios das frutas desidratadas

por Dra. Fabiana Neumann - Nutricionista RS

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a fruta desidratada, também denominada fruta seca, é o produto obtido pela perda parcial da água da fruta madura, inteira ou em pedaços, por processos tecnológicos adequados que possibilitem a manutenção de no máximo 25% de umidade. Por essa razão, as frutas secas, ao contrário das frutas frescas, representam uma fonte mais concentrada de nutrientes, fibras e compostos bioativos, por isso possuem um prazo de validade maior. Em consequência disso, as frutas desidratadas são consideradas ótimas fontes de vitaminas e minerais, como também de calorias, devendo o seu consumo ser moderado, como parte de uma alimentação equilibrada. Pesquisadores constataram que a capacidade antioxidante das frutas secas é maior do que a das frutas frescas. Dentre as frutas secas analisadas, a ameixa seca exibiu maior capacidade antioxidante, seguido do damasco. Isso se deve ao maior teor de compostos fenólicos na ameixa seca, apresentando altos teores de flavonóides e cumarinas. A uva passa também é fonte de diversos compostos fenólicos. Além do resveratrol, que está presente na casca, as antocianinas e os glicosídeos flavônicos estão entre os compostos mais estudados nesta fruta por apresentarem atividade antioxidante, propriedades anti-inflamatórias e anticancerígenas . Crie o hábito de comer frutas secas diariamente. São excelentes fontes de fibras e ferro, vitaminas A e C, além de potássio e cálcio. Coma diariamente 3 a 5 unidades entre as refeições.

Fica a dica! Abraço da nutri.
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Cafeína e Exercício Físico


POR Dra. Eloísa Gabriela Penteado

Nutricionista em Ariquemes-RO




Muitos atletas ou desportistas algumas vezes, recorrem a substâncias e/

ou suplementos para melhorar seu desempenho físico e uma das mais usadas é a cafeína.

Se bem utilizada pode trazer muitos benefícios, mas o seu uso indiscriminado

pode trazer prejuízos ao organismo. Conheça os benefícios e prejuízos do uso

contínuo da cafeína como estimulante para a atividade física:


BENEFÍCIOS: A cafeína ajuda a diminuir a fadiga física e muscular, o cansaço;

estimula o sistema nervoso central, aumentando a utilização e queima de gordura corporal.


PREJUÍZOS: A cafeína pode causar efeitos colaterais em pessoas mais sensíveis,

que são: insônia, dor de cabeça, irritação no estômago e intestino e efeito diurético.

Em doses muito elevadas, pode causar desidratação, diarréia, tremores e prejuízos

na coordenação motora.

Alguns estudos comprovaram que a cafeína possui um efeito benéfico por

ser capaz de aumentar o tempo de exercício, pico da potência, capacidade de

executar exercícios de explosão muscular. Essa ação positiva que a cafeína causa

na potência principalmente nos membros inferiores é importante, afinal favorece

um atleta no final de uma partida ou mesmo o desportista para a realização final do treino.

Como pico de ação da cafeína se dá 1 hora após sua ingestão, o ideal é que

ela seja ingerida de 50 a 60 minutos antes do exercício, e as doses podem variar de

1 a 5mg por quilo de peso, levando-se em conta o sexo e atividade física praticada.

O ideal é começar com uma dose pequena e aumentar aos poucos. Além disso o

uso da cafeína possuí contra indicação, como: hipertensos; pessoas com algum

distúrbio cardíaco; pessoas ansiosas; pessoa com caso crônico de insônia; indivíduo

com úlcera ou gastrite; e se tiver anemia crônica ou pré-disposição para ela, pois a

cafeína diminui absorção de ferro, agravando o quadro da anemia.

O uso da cafeína sempre deve ser orientado, por isso sempre procure um

nutricionista, pois este profissional é habilitado para fazer esta recomendação.
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O que é BIOIMPEDÂNCIA


POR Dra. Fabiana Neumann - Nutricionista RS

Avaliação da composição corporal - Bioimpedância

O cuidado adequado com o corpo não exige apenas o controle do peso e o conhecimento
acerca do índice de massa corporal (IMC), mas sim uma série de fatores que influenciam na
composição corporal. O peso ideal proporciona saúde, bem estar, equilíbrio, energia, e vitalidade para que possamos superar os desafios do dia a dia. Para a busca do peso ideal que é um dos objetivos da grande maioria das pessoas, uma das ferramentas é a composição corporal.

A distribuição e a mensuração da gordura está associada à muitas doenças, incluindo as
doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes mellitus, portanto, conhecer estas informações se torna importante para compreender o metabolismo e identificar os riscos à saúde. A análise da composição corporal por bioimpedância analisa o percentual de gordura corporal total, de massa magra, e água, além de informar o peso ideal de acordo com a sua composição corporal.

O exame está indicado para monitorar a composição corporal em programas de emagrecimento, preparação e condicionamento físico, pré e pós operatório de cirurgia bariátrica, tratamento e evolução de pacientes de baixo peso, avaliação nutricional, avaliação de retenção de água corporal total, além doenças que evoluem com a mudança na composição corporal.

Para a realização do exame existem algumas recomendações tais como: estar em jejum por pelo menos 2 horas, suspender medicamentos diuréticos 24 horas antes do exame, evitar atividade física intensa, não consumir bebida alcoólica, cafeinados, ou ainda fumar em excesso no dia do exame. Não existe contra indicação para a realização do exame, exceto para gestantes e usuários de marca passo. A American College of Sports Medicine, considera ideais os seguintes percentuais de gordura corporal por faixa etária:

18 a 29 anos – 14% Homens e 19% Mulheres

30 a 39 anos – 16% Homens e 21% Mulheres

40 a 49 anos – 17% Homens e 22% Mulheres

50 a 59 anos – 18% Homens e 23% Mulheres

Acima de 60 anos: 21% Homens e 26% Mulheres

E então! Como será que está sua composição corporal?

Fica a dica. Abraço da nutri.
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Você sabe o que é o selênio?



O selênio (Se) é um mineral essencial a muitos processos corporais e é encontrado no
solo. É essencial para a saúde e necessário para o crescimento normal, fertilidade e
prevenção de uma grande variedade de doenças. É um nutriente intimamente relacionado
às complexas funções enzimáticas e metabólicas. No corpo humano, ele está presente em
quase todas as células, sendo mais abundante, contudo, nos rins, fígado, baço, pâncreas e
testículos. O Se é um microelemento indispensável da dieta de animais e está envolvido no
sistema antioxidante do organismo através da enzima glutationa peroxidase, enzima que
cataliza a quebra de hidroperóxidos .

Em 1989 o "Food and Nutrition Board of the National Research Council" estabeleceu as
recomendações de ingestão diária para selênio, para homens foi estabelecida em 70 mg /
dia e para mulheres em 55 µg / dia. A RDA para o selênio não foi estabelecida ainda.

Ainda não há um consenso sobre a quantidade ideal de selênio. Alguns autores estimam
que o consumo ideal fosse de 250-300µg/dia, mas a dieta habitual contém apenas 35-
60µg/dia. O consumo adequado de selênio é necessário para se alcançar uma ótima
saúde e expectativa completa de vida. Sendo assim, a RDA para selênio (definida em 2000
pelo Food and Nutrition Board) é de 55 a 70µg/dia para homens, mulheres e adolescentes
(de 14 a 18 anos de idade).

Outras pesquisas mostram que a recomendação para o consumo de selênio é de no
máximo 55 μg. Já a Academia Nacional de Ciências do EUA recomenda uma ingestão diária
de 50 a 200 mcg/dia, ou seja, pelo menos 1 µg/kg de peso corporal. O papel preventivo ou
curativo do selênio na senescência cutânea permanece hipotético. Sabe-se que ele previne
certos danos celulares epidérmicos fotoinduzidos e que alguns autores recomendam uma
suplementação na ordem de 100 µg/dia e de 200 µg/dia, em caso de antecedente de
carcinoma cutâneo.

A deficiência de selênio ocorre quando a ingestão diária desse mineral é menor ou igual
a 11µg/dia. No entanto, em vista da ampla variedade de alimentos contendo selênio, sua
deficiência é rara em todo o mundo. A deficiência de selênio leva anos para se desenvolver
quando a ingestão alimentar é adequada.

Mesmo rara a deficiência de selênio, alguns grupos são mais vulneráveis, sendo eles:
indivíduos submetidos à nutrição parenteral total (sem suplementação de selênio),
enfermos de doenças crônicas não transmissíveis, enfermos do trato gastrointestinal,
fumantes, idosos, gestantes e lactantes, crianças de 2 a 10 anos e adolescentes do
sexo feminino, populações que habitam áreas com solo pobre em selênio e áreas
antropogênicas ou naturalmente contaminadas por mercúrio.

A deficiência de selênio foi inicialmente relatada em pacientes desnutridos submetidos a
nutrição parenteral a longo prazo. A suplementação resultou em melhora nos níveis de
selênio, atividade plaquetária de GSH-Px e melhora dos sintomas clínicos.

As ingestões deficientes em selênio também podem contribuir para a carcinogênese. Os
pacientes com alguns cânceres mostraram ter baixos níveis séricos de selênio, apesar dos
mecanismos subjacentes para esta correlação não terem sido estabelecidos. Uma possível
explicação está na possibilidade de falha na GSH-Px em varrer radicais livres de forma
eficiente nas células em divisão. Além disso, os pacientes com cirrose possuem baixas
concentrações plasmáticas de selênio, o que pode predispô-los ao câncer.

Os indicadores de toxicidade de selênio e o nível de ingestão dietética no qual a toxicidade
ocorre foram relatados apenas na China. Os sintomas de toxicidade, conhecidos como
selenose, incluem alterações cutâneas e das unhas, cárie dental e anormalidades
neurológicas.

Estudos comprovam que o uso oral do selênio previne lesões ao DNA causadas pela
radiação ultravioleta; diminui o processo inflamatório na pele, agindo sobre a interceucina-
II; e reduz a apoptose celular, aumentando a capacidade antioxidante celular.

O homem obtém selênio por meio de alimentos, suplementos, água e ar. Porém, a
principal fonte é a alimentação. Não foram publicadas tabelas completas do teor de
selênio dos alimentos. A concentração de selênio nos alimentos depende do teor deste
mineral no solo e na água onde foram cultivados, como por exemplo o conteúdo de
selênio nos grãos. As melhoras nas técnicas analíticas resultaram em alterações feitas em
muitos dados previamente publicados do teor de selênio dos alimentos durante as últimas
décadas .

Inúmeras pesquisas mostram que a concentração de selênio nos alimentos pode
apresentar grande variação, dependendo dos teores presentes no solo. Em função da
importância do selênio, é necessário conhecer a composição nutritiva dos alimentos,
de forma a garantir um consumo adequado desse elemento por parte da população.
Contudo, as mais completas tabelas de composição química de alimentos editadas no
Brasil não contêm dados sobre teores de selênio, ou os dados, além de compilados a partir
de estudos realizados em outros países, restringem-se a poucos alimentos.

A principal fonte de selênio é a castanha-do-pará, ela contém cerca de 325 µg, podendo
ser ingerido até 500 µg diários, mas sendo tóxico a partir de 2000 µg. Há outras fontes
alimentares como, frutos do mar (peixes e crustáceos), rins, fígado, carne vermelha, aves,
nozes, alho, tomate, milho, soja, lentilha .

É valido lembrar que embora nem sempre todos os nutrientes consigam ser ofertados
e ou biodisponibilizados pela alimentação a reeducação alimentar deve ser prioridade
e a suplementação uma alternativa de suprir as carências. O alimento dispõe de um
sinergismo nutricional, o qual otimiza a atuação dos nutrientes nele presente. Alem
disso, muitas vezes ao introduzirmos um alimento com o objetivo de ofertar determinado
nutriente, também se altera um hábito alimentar não favorável aquela condição.

Chemin SMSS, Mura JDP. Tratado de Alimentação, Nutrição e Dietoterapia - 1ª edição . São Paulo: Editora Roca, 2007.
Cozzolino SMF. Bidisponibilidade de Nutrientes. 2ª edição. São Paulo: Editora Manole, 2005
Renata Schneider Viaro RS, Viaro MS, Fleck J. Importância bioquímica do selênio para o organismo humano. Ciên. Biol.
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Mahan LK, Escott-Stump S. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 11ª edição. São Paulo: Editora Roca, 2005.

Volp ACP et al. Efeitos antioxidantes do selênio e seu elo com a inflamação e síndrome metabólica - Rev. Nutr 2010;

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Wolinsky I, Hickson JF. Nutrição no Exercício e no Esporte. 2.ed. - São Paulo: Roca, 1996.

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